Mara Hope

Trio Musical Hispano Brasileiro apresenta álbum dancante e poético inspirado na alma do folclore do Brasil unindo a música eletrônica as escolas erudita e popular

Quando Laura Morote, Raphael Evangelista e Jan Angelim iniciaram as conversas e ensaios para um novo projeto musical eles não tinham ideia do que iria acontecer. O grupo que se formava em Madrid no primeiro semestre de 2015, reunia uma violinista formada na escola de música erudita europeia, um violoncelista com experiências em música clássica, popular e eletrônica e um compositor com experiências em grupos folclóricos, de rock e fusion.

Dentro da proposta sonora do grupo os recursos eletrônicos ativados por Evangelista fomentam
um caminho para viajar e atalhos para mergulhar em um Brasil que canta as melodias e batuques que surgem da miscigenação étnica e cultural do país. Estilos musicais que remetem a influência africana, indígena e portuguesa são apresentados por músicos inquietos de uma nova geração, acostumados as fusões e a experimentação. “A música eletrônica abre novos mundos para as fusões entre ritmos sonoros. Venho fazendo experimentos há mais de 6 anos e, no Mara Hope, a buscamos uma harmonia entre o orgânico e o digital, vertentes extremas que particularmente tenho paixão em produzir estes diálogos”, afirma Raphel Evangelista.

Se na música brasileira há suingue e tempero tropical, em Mara Hope há mais um ingrediente que acrescenta sabor a este caldeirão sonoro; a espanhola Laura Morote, além de colaborar com violinos e arranjos, interpreta algumas das canções escritas inicialmente em português traduzidas e adaptadas para a língua Espanhola. “Cantar e mergulhar na canção brasileira são vivências novas para mim, um desafio e um prazer que caminham juntos nesta fase em que me atiro da mesma forma que um pássaro pequeno a ensaiar o primeiro voo”, comenta Laura.

O trio realizou uma turnê de lançamento por cidades brasileiras entre os meses de outubro e
dezembro de 2015 . Neste período percorreu mais de quatro mil quilômetros cruzando os estados de São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás e Ceará. “Foram shows e interações com artistas, plateia, aglomerações urbanas e rurais e a diversidade cultural das regiões que cruzamos enriqueceram nossa experiência musical e de vida.

Enxergamos ali um sinal de que a canção popular e as tradições, quando tratadas com respeito, não são intocáveis e que a música e arte ampliam nossos horizontes quando nos colocamos abertos para esta experiência”, afirma Jan.